INFORMAÇÕES AO PACIENTE

Tratamento Preventivo

A prevenção ideal começa durante a gestação.

Consulta para a futura mamãe
Neste período é muito importante que os pais sejam orientados sobre a amamentação, hábitos de sucção nutritiva (mamadeira), hábitos de sucção não-nutritiva (chupeta e dedo), nascimento dos dentes, higiene oral, introdução alimentar e mastigação. Costumo realizar uma consulta com esta finalidade de orientação e esclarecimento de dúvidas. Todo mundo sabe que amamentação é muito importante, e que hábitos de sucção são prejudiciais, mas sabemos que na prática, não costuma ser tão simples assim amamentar, e nem evitar todos os hábitos nocivos, pelo menos não para todo mundo. É por isso que esta orientação é tão importante e é por isso também que eu me coloco a disposição para dar suporte após o nascimento do bebê, quando outras dúvidas surgem. Desta forma vou acompanhando meu pequeno pacientezinho até começar a comer, nascer os dentinhos, e a boquinha evoluir para que possamos fazer a primeira consulta de avaliação funcional, que ocorre por volta de 2 anos.

Primeira consulta da criança
Idade de 2 a 3 anos

Nesta consulta conversaremos sobre o estado atual da criança em relação aos hábitos de sucção, alimentação e saúde geral. Após familiarizá-la com o ambiente do consultório, ela terá sua boquinha avaliada funcionalmente, e por fim saberemos se necessitará de alguma intervenção. Nesta fase, se necessárias, as intervenções costumam ser simples desgastes no esmalte dos dentes, sem dor, com a finalidade de eliminar o que a própria mastigação deveria ter desgastado, se a boca estivesse funcionando corretamente. Em alguns casos é necessário também a colocação de pistas diretas em resina, para equilibrar a oclusão (mordida). Estas pistas também não causam dor, são coladas nos dentes da mesma forma que uma restauração.

Idade de 4 a 5 anos
Parecida com a consulta descrita acima, porém, nesta fase em alguns casos pode ser recomendado o uso de aparelhos específicos para interceptar alterações que porventura estiverem se instalando.

Idade de 6 a 12 anos
Fase de dentição mista, dentição permanente jovem. Esta é a melhor fase para os aparelhos ortopédicos-funcionais trabalharem.

Idade acima de 12 anos
Para os pacientes que realizaram a prevenção desde cedo, às vezes nem é necessário utilizar aparelho fixo, ou se precisar esta fase é rápida, somente para alinhamento e nivelamento dos dentes.

Mastigação


Você sabia que a boca deve ser avaliada não só estaticamente, como também em movimento para um bom diagnóstico?

Os movimentos de lateralidade reproduzem inversamente os movimentos que realizamos durante a mastigação, e muitas vezes há um desequilibrio entre os dois lados, indicando que a mastigação é predominante de um dos lados.

É muito importante prevenir o surgimento deste desequilíbrio oclusal que, se não tratado na fase de crescimento pode gerar assimetrias e sequelas muito mais difíceis de tratar.

O lema é prevenir desde a primeira dentição. Vamos acabar com o mito de que é preciso esperar trocar os dentes para tratar. Os pequenos merecem este cuidado!

Desenvolvimento Orofacial


Todo recém nascido apresenta uma distoclusão (“queixo para dentro”).

O primeiro estímulo de crescimento da mandíbula é a amamentação. Nesta fase a mandíbula realiza movimentos para a frente e para trás, simetricamente, tracionando as ATMs. Após a erupção dos primeiros dentes de leite, as trações passam a ser unilaterais e alternadas.

Mastigando bilateral e alternadamente o sistema irá desenvolver-se equilibradamente. Daí a importância de oferecer os alimentos sólidos que estimulem a mastigação.

Alimentos industrializados possuem consistência muito mole, o bebê precisa comer alimentos fibrosos como frutas, por exemplo para iniciar os movimentos de lateralidade da mandíbula, que serão fundamentais para o bom desenvolvimento orofacial.

Respiração Bucal


O nariz foi feito para respirar, a boca não. O ar que entra pelo nariz é filtrado e aquecido, nos protegendo de contaminações do ambiente. Quando o ar entra pela boca, os microorganismos encontram uma "porta aberta" para se instalar no nosso corpo. É por isso que quem respira pela boca fica doente com muito mais facilidade.Além disso, a respiração bucal traz muitos outros prejuízos para o desenvolvimento e crescimento, tanto que foi denominada como SRB (síndrome do respirador bucal) ou SRO (síndrome do respirador oral).

O respirador bucal não tem uma boa qualidade de sono, podendo apresentar ronco e apneia. Com isso, seu rendimento escolar pode ser menor que o das outras crianças. Por dificuldade de concentração, pode apresentar sinais muito parecidos com os portadores da TDAH (transtorno do déficit de atenção e hiperatividade).

O tratamento deve ser interdisciplinar, contando com a participação de dentista ortodontista/ortopedista funcional, médico otorrinolaringologista, fonoaudiólogo, psicólogo e fisioterapeuta, de acordo com a necessidade individual.

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